quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Desperdícios bem guardados



Hoje encontrei na minha carteira um guardanapo rasgado com nome "Isac Enriquez", foi engraçado pq não me lembro em que contexto e porque desse nome! Fiquei pensando o quanto nos deparamos com coisas que tem importancia em um certo contexo e que depois isto se perde na memória ou no espaço multiplo que convivemos. Dai também me atentei pelo fato de guardar diversos papéis, e embalagens na bolsa, muito pelo hábito de guardar pra ser jogado no lixo depois, ou até msmo coisas que acho esteticamente interessante, ou que me lembram pessoas e acontecimentos. Acho que sempre tive essa mania de colecionar coisas cotidianas, parecem carregar experiencias, objetos com capacidade de expansão dos sentidos de alguma forma ;
O papelzinho com o dito eu tirei num biscoitinho da sorte, mas de certo modo faz muito sentido para mim, pois acredito muito em sinceridade! :)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Caetano Veloso, Augusto de Campos: uma quinta feira a menos ou a mais


A tarde toda hj foi esperando, assistindo em pé numa salinha apertada e os olhos sem piscar com Caê e Augusto, falando coisas gostosas de ouvir da história da arte e música brasileira
O PULSAR - Concretismo e Tropicalismo
   com   CLAUDINEY FERREIRA [mediação]    AUGUSTO DE CAMPOS
   e 
CAETANO VELOSO

Umas anotações descordenadas:

Pound mito da mutação - café- retomar João Gilberto linha evolutiva- artigo jg e jg jovem guarda- precisavam de proteção augusto - movimento de resistência e provocativo, não org. Uma defesa articulada na critica e Augusto achou necessário ele profetizou com o artigo o que viria - poesia concreta ofendeu toda intelectualidade brasileira Augusto lupcineo rodrigues - cae/ joyce e camus- a poesia concreta teve importância através da música da época como militância, weber que tem a ver com João gilberto gerou uma simpatia com João Cabral de Melo , aroldo e decio sempre mais comunicativos. Augusto  mais oito ou oitenta de João Gilberto, dialogo com Augusto algo mais profundo, mais mirabolannte e abrangente que previsivel que decio e aroldo com discussões - veblen e lupcineo e Caetano música um poema de Augusto depois gravou a caixa preta - notas próximas que eram parecidas com a fala causando estranheza e era o que eu queria - Augusto - pulsar - encontrou a estratégia certa o que não a torna simples- café tb música poesia do cami e Augusto mostra a versão de Caetano e ele diz - Isnt that womderful - uma difícil somplicidade de cage

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Desperdícios no caminho



Algumas fotos que vou tirando por ai enquanto ando na rua. Normalmente embalagens, papéis, ou objetos que se perdem por ai entre os fluxos no cotidiano.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Desperdício de pensamentos e vida

Tem dias que a angústia tem se tornado presente no meu corpo. Sentindo estômago se manifestar, o que diriam de um coração apertado. O momento é de mudanças e como acho difícil não me antecipar e ficar ansiosa pensando no que vai vir. Parece que a mente consome muita energia e o corpo fragmentado e indisposto. Gosto de ler poesia nesses dias, principalmente Caeiro, com quem me identifico nesses momentos:

XXIV - O que nós vemos

O que nós vemos das cousas são as cousas.
Por que veríamos nós uma cousa se houvesse outra?
Por que é que ver e ouvir seria iludir-nos
Se ver e ouvir são ver e ouvir?

O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa.

Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender
E uma sequestração na liberdade daquele convento
De que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternas
As flores as penitentes convictas de um só dia,
Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas
Nem as flores senão flores.
Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores

Alberto Caeiro

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Desperdício entre hieraquias históricas, depilação feminina e futebol

Desculpe a demora para trazer o novo post! Mas estava viajando nesses dias, e tentando me recuperar. Deixarei um pequeno trecho de Deleuze e Guatarri que traduz um pouco do que ando sentindo em relação à minha percepção da vida, ainda mais depois de experimentar a cidade de Nova York, a cabeça ficou borbulhando pensamentos ...

"Estamos na idade dos objetos parciais, dos tijolos e dos restos. Já não acreditamos nesses falsos fragmentos que, como os pedaços de uma estátua antiga, esperam ser completados e reagrupados para comporem uma unidade que é, também, a unidade da origem. Já não acreditamos numa totalidade original nem sequer numa totalidade de destinação. Já não acreditamos na grisalha de uma ínspida dialética evoluída, que pretende pacificar os pedaços arredondando suas arestas. Só acreditamos em totalidade ao lado" (Deleuze e Guatarri, p. 62 - O anti-edipo)

Só pra constar, nós brasileiros continuamos sendo conhecidos pelo futebol e a depilação de virilha.