domingo, 12 de junho de 2011

Prólogo



"Quem tem alma deseja" - Carla Pernambuco


"Só a categoria de multiplicidade, empregada como substantivo e superando tanto o múltiplo quanto o Uno, superando a relação predicativa do Uno e do múltiplo, é capaz de dar conta da produção desejante: a produção desejante é multiplicidade pura, isto é, afirmação irredutível à unidade. Estamos na idade dos objetos parciais, dos tijolos e dos restos. Já não acreditamos nesses falsos fragmentos que, como pedaços de uma estátua antiga, esperam ser completados e reagrupados para comporem uma unidade que é, também, a unidade de origem. Já não acreditamos numa totalidade original nem sequer numa totalidade de destinação. Já não acreditamos na grisalha de uma ínspida dialética evolutiva, que pretende pacificar os pedaços arredondando suas arestas . Só acreditamos em totalidades ao lado." ( Deleuze e Guatarri, p. 62 - O anti-édipo)


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